Turismo nuclear é viajar para lugares relacionados com pesquisa e tecnologia nuclear e onde ocorreram explosões atômicas.

Em 25 de abril de 1986, um dos reatores da usina que se localizava entre as cidades Chernobyl e Pripyat, localizada na Ucrânia, estava agendado para participar de um teste de segurança durante a noite. Já na madrugada do dia 26, o exercício que era para ser de rotina deu incrivelmente errado e superaqueceu o reator, contando ainda com a falta de experiência da equipe que estava de plantão no dia. O erro no teste resultou no maior desastre nuclear da história, conhecido como Chernobyl. 

Nos dias atuais as antigas cidades soviéticas que ali estavam localizadas formam um grande museu a céu aberto. São ruínas que contam como era a vida soviética na prática, congeladas no momento em que o reator explodiu. O turismo, por sua vez, hoje se beneficia da paisagem e da história resultante do trágico acidente, tendo seu índice de crescimento elevado no decorrer dos anos. Visitar Chernobyl hoje é uma atividade cada vez mais segura e incentivada pelo turismo local.

A visita a Chernobyl só pode ser feita através de tours registrados pelo governo da Ucrânia. O controle é altamente rigoroso, tanto na entrada, como na saída. É como se o turista estivesse entrando em outro país, passando inclusive pela imigração. É obrigatória a apresentação do passaporte.

Hoje existem três agências responsáveis por tours em Chernobyl, sendo elas: Chernobyl Welcome, Go2Chernobyl e Chernobyl Time. Por conta do rigoroso controle de acesso do governo ucraniano, fazer uma reserva com antecedência é obrigatório para garantir sua visita. 

Visitar Chernobyl não é diferente de visitar Roma, ou Paris. É uma aula de história que nos conta sobre a evolução humana, é uma lição para nos importarmos com o planeta e com a natureza. Se pensarmos em todos os lugares turísticos construídos em cima de dor, não existiria turismo. As ruínas de Chernobyl são tão nobres quanto às do Fórum Romano, e nos ensinam tanto quanto.