que os brasileiros devem evitar para programar viagens de neve na América do Sul.

Em um contexto de crise econômica e alta do dólar, que também impacta o turismo, o público brasileiro enfrenta dificuldades para planejar despesas e organizar viagens. Sonho de muitos, conhecer a neve, em especial os resorts da América do Sul devido à proximidade para o nosso país, não se torna uma missão tão acessível quanto em outros tempos.

Com o dólar como segunda moeda na maioria dos resorts sul-americanos, logo após moedas como o peso chileno e argentino, o viajante deve estar atento para os preços e possibilidades de economizar tanto em serviços quanto produtos. De olho neste cenário, o Blog Brasil na Neve te dá algumas dicas em algumas áreas que não representam os principais custos de uma viagem à neve, mas que merecem atenção do turista.

Lifts

Um dos principais custos que surpreendem o brasileiro que viaja pela primeira vez a um destino de neve é o custo dos lifts, ou seja, dos meios de elevação para acessar às montanhas onde são praticados o ski e o snowboard. Após fechar alguns itens básicos como passagem de avião e hospedagem, o turista deve ter em mente que o preço dos lifts pode causar um peso importante no final da conta. A dica é programar o período de viagem desde o princípio para ter descontos tanto no ticket adulto quanto infantil ao fechar planos semanais e não diários.

Baseando-se pelo que os resorts de Argentina Chile têm divulgado para essa temporada e os preços praticados na última, o turista brasileiro encontra tarifas interessantes em montanhas argentinas. Um dos principais destinos do continente junto a Valle Nevado (Chile), Bariloche tem um ticket médio para adultos de 900 a 1400 pesos argentinos pelo dia na montanha e de 5 a 7 mil pela semana, o que representa um custo que pode chegar até a 1100 reais por pessoa. No caso das crianças, existem diferentes quebras de idade, de 4 a 11 anos e a partir disso. Valores entre 700 e 900 reais são a média para os pequenos.

Se os preços para os resorts argentinos de Bariloche, Chapelco e Las Leñas não variam muito entre si, os valores entre as estações chilenas estão numa faixa um pouco mais elevada. O complexo que envolve as estações de Valle Nevado, La Parva e El Colorado, apesar de concentrar o maior número de brasileiros no país durante a temporada e reunir a melhor infraestrutura, tem tarifa de 40 a 50 mil pesos chilenos, ou 247 a 310 reais por dia, faixa semelhante a observada em Portillo. Entre as opções chilenas, uma que se destaca também é Corralco. Estação jovem e ascensão, além de oferecer conforto e belezas naturais para os seus hóspedes, possui tarifas muito atrativas como 28 500 pesos em alta temporada e até 22 500 em baixa.

Translado do aeroporto

Passagens aéreas representam um custo importante para o viajante, ainda mais quando se trata de um praticante assíduo dos esportes de neve. A maioria do público, por condições econômicas ou facilidade, opta por fazer a locação dos equipamentos em lojas locais, mas há aqueles que preferem despachar suas próprias pranchas ou skis, o que pode encarecer ainda mais a tarifa aérea devido a excesso de bagagem.

Passada a etapa que envolve os aeroportos, o transfer ou translado entre aeroporto e resort costuma ser uma dor de cabeça se não planejada com antecedência. Além das opções oferecidas pelos próprios resorts, diversos operadores fazem o serviço com taxas até mais vantajosas. Se você está viajando sozinho é possível se encaixar em translados quase preenchidos ou até mesmo fechar um carro exclusivo para sua família ou grupo de amigos. Para a inusitada viagem entre o aeroporto de Santiago até o resort de Valle Nevado, o turista enfrenta uma sinuosa estrada que torna a viagem um pouco longa. Para o trecho é possível encontrar preços médios de 380 dólares para quatro pessoas, ida e volta.

Em solo argentino, para o resort de Chapelco, o turista não tem um trajeto tão cansativo pela frente após a chegada ao Aeroporto de Chapelco – Aviador Carlos Campos, visto que o tempo médio é de 20 minutos de viagem. Isso impacta, é claro, no preço final do translado: cerca de 500 pesos ida e volta por pessoa. De volta ao Chile, para a viagem entre o Aeroporto Internacional de Araucanía e o resort de Corralco, a tarifa média é de 70 mil pesos chilenos por pessoa, valor que excede um pouco a média para Portillo. No tradicional resort chileno, a viagem fica em 75 dólares por cabeça ou 225 pelo grupo de 4 pessoas.

fonte : CBDN